O injusto processo de ingresso no ensino público superior parece caminhar, ainda que lentamente, no sentido de diminuir sua função de "catraca" da universidade gratuita, funcionando como barreira para milhares de jovens que deveriam ter direito à educação em todos os níveis. O Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da UPE é um avanço. Precisamos repensar o ensino médio e a preparação para o vestibular dentro dessa nova lógica. Na tentativa de ajudar os estudantes que serão "cobaias" nesse processo, preparei uma aula de revisão com o conteúdo da prova de Física do 1º ano do SSA. Espero auxiliar meus alunos. Estarei torcendo por vocês!
Quem se interessar pelo material que eu preparei para a aula de revisão para o SSA, clique aqui e baixe o arquivo.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Conta a história que, por falta de víveres, Colombo ameaçou os nativos da Jamaica que ia tirar-lhes a Lua. Naturalmente, conhecia a predição de um eclipse para dois dias depois e aproveitou-se da ingenuidade dos indígenas para obter as provisões.
Em astronomia, eclipse (do grego ékleipsis, "desaparecimento") é o obscurecimento temporário, parcial ou total, de um corpo celeste por outro. Produz-se quando três objectos celestes colocam-se em posição alinhada.
Na mitologia de quase todas as culturas antigas registam-se referências de eclipses como combates de astros contra forças malignas. Os povos primitivos escondiam-se dos eclipses solares e procuravam afugentar presságios funestos com gritos e ruídos de metais durante os obscurecimentos da Lua. Trata-se, pois, de um fenômeno celeste observado desde épocas remotas. Algumas teorias sustentam que o círculo megalítico (feito de grandes pedras) de Stonehenge, nas ilhas britânicas, era utilizado, já no paleolítico, para sua previsão. Testemunhos históricos comprovam que os astrônomos babilônios construíram seu calendário, precursor do actual, com base na periodicidade dos eclipses, a partir de imensa compilação de dados registrados há mais de 2.500 anos. Em tempos mais modernos, os eclipses continuaram a suscitar superstições e temores. Em algumas culturas ainda são interpretados como augúrio de catástrofes e epidemias.
O alemão Johannes Kepler descobriu, no século XVII, que a órbita da Terra ao redor do Sol descreve uma elipse. Esse movimento ocorre num plano (a eclíptica) que se apresenta inclinado em relação ao equador terrestre em um ângulo de 23º27'. A resultante inclinação do eixo da Terra, levemente variável pelas influências gravitacionais dos planetas -- principalmente Vênus e Júpiter -- explica a diferenciação das estações e a existência dos eclipses.
Quem quiser ver fotos belíssimas desse maravilhoso fenômeno natural é só clicar aqui.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
O atrito é o responsável por nós andarmos portanto, ele não deve ser visto como algo prejudicial. Caminhar na areia é difícil porque não temos uma superfície de apoio fixa. Essa é uma das princípais dificuldades. Outro fator que atrapalha o caminhar na areia é o fato de nossos pés ficarem enterrados muitas da vezes, forçando-nos a gastar mais energia desenterrando-os. O fato de não termos uma superfície fixa e de o solo ser formado de pequenas unidades que podem ser deslocadas no seu caminhar, fazem com que parte da energia usada para se locomover seja perdida.
Primeiramente, a cerveja não congela quando a tocamos mas sim quando abrimos a garrafa ou quando damos uma pancada na mesma.Isso ocorre porque o processo de resfriamento da cerveja no congelador ocorre lentamente e sem grandes perturbações mecânicas. Dessa maneira a cerveja atinge uma temperatura abaixo do seu ponto de solidificação sem se solidificar (este fenômeno é denominado super resfriamento). Além disso, não podemos esquecer que o líquido no inerior da garrafa fica submetido a uma pressão maior que a pressão atmosférica o que faz com que seu ponto de solidificaçao abaixe. Quando abrimos a garrafa a pressão no interior da garrafa iguala-se à pressão atmosférica e conseqüentemente o ponto de solidificação volta ao seu valor original, como a cerveja se encontra com uma temperatura abaixo do seu ponto de solidificação, ela congela. Já o congelamento que ocorre com a pancada na garrafa deve-se ao fato de fornecermos energia (através da pancada) para que o líquido forme a rede cristalina que caracteriza a fase sólida.
Achei esse interessante texto sobre a história e o funcionamento das PANELAS DE PRESSÃO:
A história da panela de pressão começa pelo alto, lá nas montanhas. Os alpinistas quando estavam a grandes altitudes, precisavam cozinhar alguma coisa para comer, quando nunca conseguiam. Isso porque a altas altitudes a pressão atmosférica é muito menor. E, como a pressão é menor, a água entra em ebulição à temperatura muito mais baixa do que ao nível do mar, que é de 100° C. Pensou-se numa solução simples. Transformar a pressão no interior da panela idêntica a pressão ao nível do mar. Foi este principio utilizado pelo francês Denis Papin em 1679." " O inventor da panela de pressão, Denis Papin, foi também um dos pioneiros do motor a vapor. Em 1697 demonstrou em Londres a sua marmita a vapor, um recipiente com tampa hermeticamente fechada, que aumentava consideravelmente a pressão no interior e o ponto de ebulição da água. O princípio da marmita a vapor foi mais usado na indústria do que nas cozinhas, até ao século XX. Surge então nos EUA a moderna panela de pressão. Muitos dos fabricantes começaram a produzi-las após a II Guerra Mundial, salientando a economia em tempo e combustível." Funcionamento : "Na panela de pressão o alimento é colocado com certa quantidade de água. O calor da chama do fogão faz a água ferver. Como a panela é totalmente fechada (a tampa é vedada com guarnição de borracha), o vapor da água não pode dispersar-se e assim a pressão interna da panela aumenta, tornando-se maior que a pressão atmosférica. O aumento da pressão faz a água entrar em ebulição, a uma temperatura acima de 100ºC; o vapor formado levanta o pino da válvula central e sai da panela. Nesse momento a pressão do vapor se estabiliza e a temperatura do interior da panela não aumenta mais. Embora as moléculas do vapor formado se choquem entre si e contra a parede da panela e da tampa, a realização do trabalho ocorre apenas no pino da válvula, pois ele é a única peça que pode deslocar-se.
Para mais informações sobre o assunto, clique aqui.
domingo, 11 de maio de 2008
As lentes convergentes podem concentrar raios de luz provenientes do sol em um só ponto. Essa propriedade das lentes pode ser utilizada para produzir fogo. Abaixo coloco uma "receita" de como proceder para obter fogo utilizando uma lente de gelo:
Fogo usando gelo
A técnica é uma variação do método que usa uma lente de aumento, no caso substituída por gelo.
- Encontre ou faça uma lente esférica de gelo com cerca de 5 a 7 cm de espessura em sua porção central. O gelo precisa ser transparente para que o método funcione. Caso você tenha uma panela, use-a para congelar água.
- Remova as porções turvas do gelo e apare o gelo em formato redondo e abaulado como uma lente de aumento.
- Use o calor de suas mãos para alisar o gelo - quanto mais liso, melhor.
- Obter gelo transparente é o grande desafio da técnica e não existe método garantido. O gelo de lagos e rios tem mais chance de ser transparentes.
- Assim que você tiver dado forma à sua lente, use o sol para concentrar um ponto de calor no material inflamável. Caso o calor não baste para inflamar o material, continue trabalhando para dar o formato correto à sua lente.
Um dos fenômenos físicos mais intrigantes de se observar é o fenômeno da ressonância. Ele é o responsável pelo fato de que uma pessoa pode quebrar uma taça de cristal com sua própria voz, normalmente uma voz feminina (bastante aguda, isto é, com freqüência alta). O fenômeno ocorre sempre que dois sistemas físicos vibram com freqüências parecidas. Se você se interessou pelo assunto pode assistir a esse vídeo bastante interessante sobre o que a ressonância foi capaz de fazer com uma ponte nos EUA.
Vídeo - Ressonância - Ponte de Tacoma